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sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Calor em Portugal e Espanha pode quebrar recorde europeu

Onda de calor que castiga região pode levar países a ultrapassar marca histórica de 48ºC de 1977




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segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Irã vai manter programa de mísseis balísticos

O Irã vai manter seu programa de armas balísticas '"o tempo que for necessário", declarou neste domingo (29) o presidente iraniano Hassan Rohani, em resposta às novas sanções que devem ser adotadas pelo Congresso americano contra o país.
“Para defender nossa nação e nossa integridade territorial, construiremos todas as armas que precisamos”, disse Rohani durante um discurso no Parlamento, transmitido pela TV estatal. “Isso não viola nenhuma regra internacional e não fere a resolução 2231 do Conselho de Segurança da ONU”, declarou o presidente.


Para EUA, Irã fere resolução
O acordo determina o fim das sanções econômicas impostas pela ONU e os países ocidentais contra o Irã, por conta de seu programa nuclear. Em troca, os iranianos se comprometem a não construir uma arma nuclear. A resolução também estabelece que, durante oito anos, o Irã não pode fabricar mísseis balísticos capazes de transportar armas atômicas.
Apesar desse compromisso, o Irã tem realizado vários tiros de mísseis, mas afirma que os artefatos não foram produzidos para carregar armas nucleares. Uma interpretação contestada pelos membros do Grupo dos Seis, principalmente a França e os Estados Unidos.
No dia 26 de outubro, a Câmara de Representantes americana adotou em primeira leitura um projeto de lei que visa impor sanções contra organismos do governo iraniano, envolvidos no desenvolvimento do programa balístico do país. O presidente americano, Donald Trump, ameaçou retirar os EUA do acordo nuclear a qualquer momento.
Para Teerã, as novas sanções e as declarações de Trump constituem uma violação do acordo de 2015. O governo iraniano acusa a administração americana de ser “responsável pela insegurança no Oriente Médio”.



sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Grupo invade aula de Revolução Russa na Uerj e pede volta de ditadura militar

Segurança da universidade foi acionada por alunos e professores que participam de evento de História

Um grupo invadiu, na última quarta-feira (25), um evento acadêmico sobre os 100 anos da Revolução Russa, que estava sendo realizado na Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) pelo Programa de Pós-Graduação em História, no Maracanã, para fazer ameaça a professores e alunos e pedir a volta da ditadura militar no Brasil.
Em nota divulgada nas redes sociais, a comissão organizadora do evento afirma que o grupo estava à paisana, vestindo camisas em alusão ao militarismo, com bonés e escondendo os rostos nas fotos, ao mesmo tempo em que eles mesmos filmavam as pessoas presentes na aula e tiravam fotos.
Ainda segundo relato da organização do evento, durante a Conferência da Professora Titular em História Teresa Toríbio Brittes Lemos, especialista em América Latina, um deles levantou a voz e gritou "a senhora é comunista".
"Visivelmente alterados e com gestos de intimidação, o grupo tentou tumultuar o evento. A segurança foi acionada e dezenas de estudantes que estavam em salas e nos corredores correram para o local, em solidariedade ao evento. Um professor da História levou a turma inteira ao local para reforçar a luta da Universidade contra aqueles vândalos. A Uerj resistiu e enfrentou os fascistas neoliberais", afirma o comunicado.
Em relato ao Jornal do Brasil, o professor do programa de pós-graduação em História da instituição André Azevedo afirmou que a docente e os organizadores do evento foram insultados. Ainda segundo o professor, o ato de censura e ameaças do grupo inviabilizou o encerramento do evento.
"A Uerj foi tratada como 'antro de comunistas' no dizer desses criminosos. Balançando uma bandeira do infausto movimento desses arruaceiros e com gritos de acusação, conseguiram inviabilizar um evento acadêmico e intelectual da maior importância organizado por historiadores vinculados à Uerj. Não satisfeitos, postaram vídeos em algumas instâncias da internet, se vangloriando do ato bárbaro que propenderam contra a comunidade de historiadores da Uerj que, repito, inviabilizou o encerramento do evento", contou André Azevedo.
Veja um trecho do comunicado divulgado pela organização do evento:
"Consideramos graves os fatos, cujo objetivo é disseminar o ódio e a intolerância. Essas pessoas comportam-se como marginais, buscando, com métodos de intimidação, desencorajar iniciativas de debates ou reflexões sobre temas que talvez nem conheçam. O que ocorreu na UERJ no dia 25 de outubro, data marcante da Revolução de Outubro, é uma prova de que o totalitarismo bate à porta novamente. Não admitiremos essas práticas na sociedade, ainda mais dentro da Universidade que é o espaço do debate e da construção do pensamento crítico e autônomo. Essa atitude é um exemplo do que significou o regime ditatorial, persecutório e covarde. Temos certeza de que há militares que não comungam das mesmas ideias e práticas dessa camarilha insana. As Forças Armadas não são homogêneas, tal como não é a sociedade. Tomaremos as providências necessárias para que essas práticas não se repitam e os indivíduos sejam devidamente responsabilizados. Continuaremos realizando debates e conferências com intuito de estudar e compreender melhor as questões mundiais, sob os mais diversos matizes conceituais. Recusamos qualquer tipo de censura à Universidade e ao pensamento crítico", diz outro trecho do comunicado sobre o ocorrido."

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Computação quântica: como será a internet super-rápida do futuro

Imagine computadores super-rápidos que podem resolver problemas em muito menos tempo que as máquinas de hoje. Esses "computadores quânticos" estão sendo desenvolvidos em laboratórios ao redor do mundo. Mas cientistas já se antecipam e começam a pensar em uma internet quântica baseada em sinais de luz a ultrarrápida.
Não é simples criar uma tecnologia para um aparelho que ainda não foi tecnicamente inventado, mas comunicações quânticas são um campo atrativo, porque a tecnologia permitirá o envio de mensagens que são muito mais seguras.
Mas, antes disso, há diversos problemas que precisam ser resolvidos para que a internet quântica funcion
Sinal de luz é enviado a satélite: A proposta é que estações na Terra sejam capazes de enviar informações por sinais de luz para satélites | Imagem: Johannes Handsteiner / ÖAW

Fazer computadores quânticos se comunicarem entre si;
* Garantir a proteção contra hackers;
* Transmitir mensagens por longas distâncias sem perder parte delas;
* Direcionar mensagens por uma rede quântica.

Mas o que é um computador quântico?


Ilustração sobre internet: Centistas estão desenvolvendo uma internet quântica super-rápida parcialmente baseada em sinais de luz | Foto: Getty

É uma máquina capaz de solucionar problemas computacionais muito difíceis de forma incrivelmente ágil.
Em computadores convencionais, a unidade de informação de "bit" e pode ter um valor 1 ou 0. Seu equivalente no sistema quântico – o qubit (bit quântico) – pode ser 1 e 0 ao mesmo tempo. O fenômeno permite que múltiplos cálculos sejam realizados simultaneamente.
No entanto, qubits precisam ser sincronizados usando um efeito quântico conhecido como entrelaçamento, o que Albert Einstein chamou de uma "ação fantasma à distância".
Há quatro tipos de computadores quânticos sendo desenvolvidos, que usam:
* Partículas de luz;
* Íons presos;
* Qubits supercondutores;
* Centros de vacância de nitrogênio observados em diamantes imperfeitos.
Computadores quânticos permitirão uma série de aplicações úteis, como modelar variações de reações químicas para descobrir novos medicamentos, desenvolver tecnologias de imagem para a indústria de saúde a fim de detectar problemas no corpo ou acelerar a forma como são desenvolvidas baterias, novos materiais e eletrônicos flexíveis.

Poder de processamento

Computadores quânticos podem ser mais poderosos que computadores clássicos, mas algumas aplicações exigirão ainda mais poder de processamento do que um computador quântico oferece por si só.
Se for possível fazer com que essas máquinas se comuniquem entre si, elas poderão ser conectadas para formar um enorme computador. Mas, como há quatro tipos de computadores quânticos sendo criados hoje, eles não conseguirão se comunicar sem alguma ajuda.
Alguns cientistas defendem que a internet quântica seja baseada inteiramente em partículas de luz (fótons), enquanto outros acreditam que seria mais fácil criar redes quânticas em que a luz interagisse com a matéria.
"Luz é melhor para comunicação, mas qubits de matéria são melhores para processamento", diz Joseph Fitzsimons, pesquisador do Centro de Tecnologias Quânticas da Universidade Nacional de Cingapura, à BBC. "Você precisa de ambos para fazer a rede trabalhar para estabelecer a correção de sinal, mas é difícil fazê-los interagir."
É muito caro e difícil armazenar toda informação em fótons, diz Fitzsimons, porque essas partículas não conseguem ver umas as outras e passam reto entre si, em vez de se chocarem. O especialista acredita que seria mais fácil usar a luz para comunicação e armazenar informação usando elétrons e átomos (na forma de matéria).

Criptografia quântica

Uma aplicação crucial da internet quântica será a distribuição de chaves quânticas, em que uma chave secreta é gerada usando um par de fótons entrelaçados e usada para criptografar informação de uma forma que é impossível para um computador quântico quebrá-la.
Essa tecnologia já existe, e foi primeiro demonstrada no espaço por uma equipe de pesquisadores da Universidade Nacional de Cingapura e da Universidade de Strathclyde, no Reino Unido, em dezembro de 2015.
Mas não é apenas dessa criptografia que precisaremos no futuro para garantir a segurança de nossa informação. Cientistas também estão trabalhando em "protocolos cegos de computador quântico", que permitem ocultar qualquer coisa em um computador.
"Você pode escrever algo, enviar para um computador remoto e a dona da máquina não conseguirá saber nada a respeito, a não ser a duração do processamento (do arquivo) e a quantidade de memória que usou", diz Fitzsimons.
"Isso é importante porque provavelmente não haverá muitos computadores quânticos quando eles surgirem, então, as pessoas vão querer rodar programas neles, como fazemos hoje com a nuvem."
Há duas abordagens possíveis para fazer uma rede quântica – com comunicações em terra ou pelo espaço. Ambos os métodos funcionam para enviar bits comuns de dados pela internet atual, mas, se quisermos enviar dados como qubits no futuro, será muito mais complicado.
Para enviar partículas de luz (fótons), podemos usar cabos de fibra óptica em terra. No entanto, os sinais de luz se deterioram ao longo de grandes distâncias, porque os cabos às vezes absorvem a luz.
É possível evitar isso ao construir "estações de repetição" a cada 50 km. Elas seriam basicamente laboratórios quânticos em miniatura que tentariam reparar o sinal antes de enviá-lo adiante para o próximo nódulo da rede. Mas esse sistema tem suas próprias complexidades.

Terra ou espaço?

E há as redes espaciais. Digamos que você queira enviar uma mensagem do Reino Unido para a Austrália. O sinal de luz é enviado de uma estação em solo britânico para um satélite com uma fonte de luz instalada nele.
O satélite envia o sinal de luz para outro satélite, que então envia o sinal para uma estação em solo australiano, e a mensagem pode ser transmitida por meio de uma rede quântica em terra ou por uma rede tradicional de internet para o destinatário.
Cabo de fibra óptica: A fibra óptica será empregada na construção de redes quânticas | Foto: Getty

"Como não há ar entre os satélites, não há nada para degradar o sinal", diz Jamie Vicary, pesquisador do departamento de Ciência da Computação da Universidade de Oxford, no Reino Unido, e membro do Hub de Tecnologias de Informação Quânticas em Rede (NQIT, na sigla em inglês).
"Se você de fato quiser ter uma internet quântica em escala global, soluções com base no espaço parecem ser a única forma de fazê-la funcionar, mas é a mais cara."
Rose Ahlefeldt e Matthew Sellars operam laser: Cientistas estão usando laser para analizar cristais raros na ANU | Foto: Stuart Hay, ANU
O teletransporte quântico pelo espaço já foi realizado com sucesso, e cientistas estão tentando provar que é possível fazer isso através de distâncias cada vez maiores.
Membros da Academia de Ciências Chinesa foram parar nas manchetes em junho quando conseguiram teletransportar fótons entrelaçados entre duas cidades na China localizadas a 1,2 mil km de distância entre si. Eles usaram um satélite quântico especial chamado Micius.
Os mesmos cientistas chineses superaram recentemente o próprio recorde ao, em 29 de setembro, realizar a primeira ligação intercontinental por vídeo protegida por uma chave quântica, com pesquisadores da Áustria, a uma distância de 7,7 mil km.
A ligação durou 20 minutos, e os participantes foram capazes de trocar fotos criptografadas do satélite Micus e do físico austríaco Erwin Schrödinger.
Rupert Ursin, membro do Instituto de Óptica e Informação Quânticas da Academia de Ciências Austríaca, acredita que a internet quântica demandará redes em terra e pelo espaço operando em paralelo. "Nas cidades, precisamos de redes de fibra, mas as conexões a grandes distâncias terá de ser realizada com comunicações por satélite."

Como funciona uma chave de distribuição quântica?

Para entender como funciona uma chave quântica, precisamos voltar à chamada de vídeo entre cientistas chineses e austríacos. O satélite Micius usou sua fonte de luz para estabelecer conexões ópticas com as estações em terra na Áustria e na China. Foi então capaz de gerar uma chave quântica.
O mais interessante da criptografia quântica é que você pode detectar quanto alguém tentou interceptar a mensagem antes de ela chegar ao destinatário ou quantas pessoas tentaram acessá-la.
O Micius foi capaz de dizer que a criptografia não havia sido violada e que ninguém estava ouvindo à ligação. Deu então o 'ok' para criptografar os dados usando a chave secreta e transmiti-los por uma rede pública de internet.

Cientistas chineses e austríacos se comunicam por vídeo: Pesquisadores da China e da Áustria fizeram uma ligação por vídeo inédita | Foto: ÖAW
Diversos grupos de cientistas estão desenvolvendo redes em terra ao trabalhar em tecnologias de estações de repetição quânticas, localizadas a cada 50 km, conectadas por cabos de fibra óptica.
Essas estações, conhecidas como "nódulos de rede quânticos", precisarão realizar diversas ações para direcionar as mensagens pela rede.
Primeiro, cada nódulo precisa reparar o sinal e potencializar o sinal que ficou prejudicado ao percorrer os 50 km anteriores da rede.
Imagine que você esteja usando uma máquina de fax para enviar um documento de uma página para outra pessoa e, cada vez que você manda a página, uma parte diferente da mensagem fica faltando, e o destinatário precisa juntar as partes da mensagem obtidas em cada tentativa.
Isso é similar a como uma única mensagem pode ser enviada entre diferentes nódulos em uma rede quântica.
Símbolo de cadeado em placa de circuitos: A criptografia quântica tornará as comunicações muito mais seguras | Foto: Getty

Haverá muitas pessoas na rede, todas tentando falar umas com as outras. Então, o nódulo, ou a estação repetidora, terá de descobrir como distribuir o poder de processamento disponível para montar todas as mensagens sendo enviadas. Também terá de enviar mensagens entre a internet quântica e a internet clássica.
A Universidade de Delft está construindo uma rede quântica usando vacâncias de nitrogênio em diamantes, e isso demonstrou até agora ser capaz de armazenar e distribuir as conexões necessárias para comunicações quânticas a grandes distâncias.
A Universidade de Oxford e a Universidade de Maryland (EUA) estão construindo computadores quânticos que funcionam de forma similar a uma rede. Consistem em nódulos de íons presos que foram conectados em rede para se comunicarem.
Quanto maior for o computador desejado, mais nódulos serão necessários adicionar, mas esse tipo de computador quântico apenas transmite dados a curta distância.
"Queremos fazer com que sejam pequenos para que sejam bem protegidos da degradação do sinal, mas, se forem pequenos, eles não conseguirão armazenar muitos qubits", diz Vicary.
"Se conectarmos nódulos em rede, então, ainda podemos ter um computador quântico sem precisar limitar o número de qubits e ainda assim proteger os nódulos."

Memória quântica

A estação repetidora também precisará um chip de memória quântico. Os nódulos criam "conexões", que consistem em pares de partículas de luz entrelaçadas. Esses pares são preparados com antecedência.
Enquanto o nódulo calcula a rota pela rede que a mensagem terá de percorrer, ele terá de armazenar o par de fótons entrelaçados em algum local seguro, então, a memória quântica é necessária. Ela terá de armazenar os fótons pelo tempo que for necessário.
Pesquisadores da Universidade Nacional Australiana (ANU, na sigla em inglês) desenvolveram um chip de memória quântica compatível com telecomunicações usando um tipo específico de cristal. Esse invento é capaz de armazenar luz na cor correta e de fazer isso por mais de um segundo, o que é 10 mil vezes mais do que todas tentativas realizadas até agora.

sábado, 21 de outubro de 2017

O futuro da Venezuela está em jogo



Os avanços da Revolução Bolivariana estão ameaçados no cenário de incerteza política que envolve a eleição da Assembleia Constituinte
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São Paulo – Chega a ser surreal. Em nome da “democracia”, governos de diversos países – entre eles, Estados Unidos, México, Colômbia e Panamá, além, é claro, dos golpistas brasileiros –, acompanhados pelas empresas de mídia mais influentes do mundo, se mobilizam contra a eleição de uma Assembleia Constituinte convocada com garantias à ampla participação da cidadania e ao pleno exercício das liberdades políticas, de acordo com a Constituição em vigor.
Esses supostos guardiães da liberdade mantêm silêncio sepulcral diante da ofensiva terrorista das milícias opositoras, que já causaram 110 mortes. Nos últimos dois meses, grupos de jovens sob o comando dos setores mais extremistas da oposição – em especial, o partido Vontade Popular, liderado por Leopoldo Lopez – desfecharam centenas de ataques contra pessoas identificadas como apoiadoras do governo e contra o patrimônio público, com o objetivo de criar um cenário de caos a ponto de inviabilizar a votação da Constituinte neste dia 30 de julho.
Centenas de prédios e equipamentos públicos foram depredados e, em alguns casos, incendiados. Entre eles estão ônibus, centros de abastecimento popular, postos de saúde, delegacias de polícia, escolas, quartéis, escritórios ou agências de instituições estatais como a Misión Vivienda (o equivalente ao programa Minha Casa, Minha Vida).
A divulgação desses fatos, presentes na realidade cotidiana da Venezuela desde a convocação da Constituinte pelo presidente Nicolás Maduro, em 1º de maio, é sistematicamente sonegada aos leitores, ouvintes e telespectadores das empresas midiáticas que manejam a quase totalidade daquilo que se faz passar por informação, no mundo inteiro. Em qualquer outro lugar do planeta, tais ações violentas seriam definidas como terrorismo, mas no caso da Venezuela os responsáveis por esses crimes são louvados pelos jornalistas estrangeiros como se fossem manifestantes “pacíficos”.
As mortes são atribuídas, de forma desonesta, às forças de segurança, quando se sabe perfeitamente, a partir da apuração das circunstâncias em que morreu cada uma das pessoas atingidas pela onda de violência, que mais de 60% dos casos fatais ocorreram em decorrência da ação dos grupos opositores, que usam armas de fogo e adotaram, entre outras práticas, a de incendiar pessoas identificadas com o chavismo. Nos incidentes que a ação policial resultou em morte ou ferimentos, os envolvidos estão presos e respondem a processos judiciais (há ainda episódios em que não se conseguiu identificar os responsáveis).
A manipulação da opinião pública pela mídia vai muito além da ideologia – o viés classista que impregna permanentemente os conteúdos de modo a conformar uma visão de mundo coerente com os interesses das classes dominantes no capitalismo global. O que está em curso, no tocante à Venezuela, é uma campanha em que as empresas de comunicação se engajam, conscientemente, numa operação política, conduzida a partir de Washington, para depor o governo de Maduro e substituí-lo por autoridades alinhadas com os interesses da burguesia local e do imperialismo estadunidense.
O sucesso ou fracasso dessa estratégia golpista depende, em grande medida, dos acontecimentos deste domingo e, em particular, do maior ou menor comparecimento às urnas para a escolha da nova Constituinte. Um índice baixo de votação agravará a crise política, fragilizando o governo diante da campanha desestabilizadora e dos atores internos e externos nela envolvidos. Já uma participação expressiva dos cidadãos reforçará a legitimidade do governo e criará um firme alicerce para a instalação de uma Constituinte capaz de enfrentar o impasse político e as gravíssimas dificuldades econômicas.
Não é exagero afirmar que a Venezuela vive um dos dias mais cruciais de sua história. O chamado às urnas para eleger uma Constituinte põe em jogo o futuro da Revolução Bolivariana, como foi chamado o amplo projeto de mudança política e social iniciado com a eleição de Hugo Chávez à presidência da Venezuela, em dezembro de 1998. Em quinze anos à frente do governo, Chávez inverteu as prioridades do Estado, ao afastar do poder as tradicionais elites econômicas ligadas aos interesses externos. A maior parte da renda petroleira passou a ser aplicada em benefício das demandas da maioria desfavorecida. Milhões de venezuelanos ganharam acesso a serviços de saúde adequados, por meio de uma rede imensa de postos de atendimento instalados nas áreas mais pobres e operados por médicos e outros profissionais cubanos, a Misión Barrio Adentro.
O analfabetismo foi erradicado e rede de ensino público em todos os níveis, inclusive o universitário, ampliou-se em tal escala que hoje a Venezuela é o país do mundo com mais estudantes no ensino superior, em proporção ao número de seus habitantes. Para enfrentar o déficit habitacional, já foram entregues mais de 1,7 milhão de moradias a famílias de baixa renda, mediante pagamentos simbólicos, compatíveis com sua condição econômica.
Os idosos conquistaram o direito à aposentadoria digna, os salários reais se elevaram significativamente e a participação popular nas decisões sobre gastos públicos se tornou prática cotidiana em milhares de conselhos comunitários espalhados pelo país inteiro. Tudo isso, em um contexto de plena democracia. A imprensa funciona livremente e em nenhum outro país do mundo se realizaram tantas eleições e consultas à população.
Todas essas conquistas (e muitas mais) estão ameaçadas no cenário de incerteza política que envolve a eleição da Constituinte. Em quase duas décadas de chavismo, a Revolução Bolivariana superou todas as tentativas das elites dominantes de recuperar seus privilégios, por meios legais e ilegais.
Nas urnas, o chavismo se saiu vencedor em quase todas as ocasiões. A via golpista foi derrotada em 2002, quando a direita política, apoiada por uma parcela das Forças Armadas e pelo aparato midiático, tomou de assalto o palácio de Miraflores, sob as bênçãos dos EUA, e chegou a levar preso o presidente Chávez. Mas o golpe fracassou diante da resistência da população mais pobre e da lealdade da maioria dos militares, e Chávez regressou à presidência em apenas três dias, nos braços do povo.
A morte do presidente, em 2013, e a queda dos preços do petróleo – produto do qual a economia do país é altamente dependente desde o início do século passado – encorajaram os opositores de dentro e de fora da Venezuela. Para a elite dominante dos EUA, é inaceitável a consolidação de um governo de esquerda na América do Sul (seu tradicional “quintal”) comprometido com a soberania nacional, o controle estatal dos recursos naturais e a aplicação de políticas públicas voltadas para a superação das desigualdades sociais, na contramão do neoliberalismo.
Intensificou-se então a chamada “guerra econômica”, ou seja, a utilização dos recursos de poder à disposição da burguesia venezuelana para provocar a inflação dos preços, a crise cambial e escassez de mercadorias essenciais, como alimentos, remédios e peças de reposição para automóveis. A sabotagem empresarial se somou às dificuldades decorrentes da redução da renda petroleira e aos graves erros de gestão governamental para gerar uma situação de crescente desconforto entre a população, angustiada com a alta dos preços e com as longas horas de fila necessárias para conseguir os produtos básicos do dia a dia.
Nesse cenário, a oposição reunida na Mesa de Unidade Democrática (MUD) alcançou, em dezembro de 2015, a sua primeira vitória eleitoral, ao obter 56% dos votos para a Assembleia Nacional, o parlamento venezuelano, o que (pelo sistema de voto distrital) representou a conquista de quase dois terços das cadeiras. Se os líderes da MUD estivessem dispostos a atuar de acordo com as regras do jogo democrático, usariam o domínio do Legislativo para impulsionar suas próprias propostas de superação da crise, acumulando forças para disputar, com chances, as eleições presidenciais de 2019. Mas, sem nada de concreto a propor, optaram pelo caminho insurrecional, de olho na conquista imediata do poder.
Essa aventura já tinha sido tentada em 2014, com a ofensiva de ações violentas denominada por eles como “A Saída”, que fracassou após deixar o saldo trágico de 43 mortes e danos materiais incalculáveis. Agora, diante do cenário econômico desfavorável, a direita se sente mais empoderada, e a disposição de Washington em intervir na política interna venezuelana se mostra mais efetiva.
O Legislativo declarou guerra ao Executivo e foi colocado fora da lei pelo Judiciário, diante da recusa da liderança da MUD em aceitar a impugnação de três deputados por conta de fraudes na eleição de 2015. O avanço das forças de direita em dois países vizinhos, Argentina e Brasil, viabilizou uma ofensiva diplomática para isolar a Venezuela e fragilizar ainda mais o seu governo. Enquanto isso, no plano interno, a guerra econômica atingiu o auge com a recusa de grande parte das empresas privadas em seguir produzindo, o que agravou o problema do desabastecimento.
Contra vento e maré, a Revolução Bolivariana resiste. Uma parcela significativa da população mantém sua fidelidade ao chavismo, consciente do terrível retrocesso político e social que significaria a derrubada do governo de Maduro e a tomada do poder por uma elite fascista, violenta, com sangue nos olhos, sedenta por vingança e pela recuperação dos privilégios perdidos. No plano externo, a ação concertada dos lacaios de Washington, como o argentino Mauricio Macri, o brasileiro Michel Temer e o mexicano Enrique Peña Nieto, fracassou até agora na tentativa de excluir a Venezuela do Mercosul e de aprovar, na Organização dos Estados Americanos (OEA), alguma resolução que signifique carta branca ao golpismo e à intervenção estrangeira.
As bases populares do chavismo estão mobilizadas no enfrentamento à crise econômica, articulando os Comitês Locais de Abastecimento e Produção (CLAPs), até agora bem-sucedidos em fornecer a milhões de famílias mais necessitadas uma cesta de alimentos básicos vendidos a preços justos, evitando um colapso humanitário. E as Forças Armadas permanecem leais à Constituição, rejeitando a tentação do golpismo.
A proposta da Constituinte surgiu, nesse contexto, como meio de encontrar uma solução pacífica, democrática, em que o verdadeiro soberano – o povo – possa assumir em suas próprias mãos o controle das instituições políticas e definir os caminhos do futuro. É uma tentativa legítima, rigorosamente fundamentada na Constituição, de preservar os avanços sociais da Revolução Bolivariana e de impedir que a atual situação de confronto político degenere em uma guerra civil que, certamente, seria acompanhada de intervenção estrangeira direta. Se vai dar certo, ninguém sabe.

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Para professora, Temer na ONU representa governo 'precário e frágil'



Na opinião de Analúcia Danilevicz Pereira, presidente brasileiro vai à Assembleia da ONU e encontro com Trump como foi à reunião dos Brics: como chefe de um governo fraco e "sem condições de garantir representatividade" ao país
Trump e Temer

São Paulo – Na manhã desta terça-feira, Michel Temer fará o discurso de abertura da 72ª Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova York, onde o presidente chegou hoje (18). Nos últimos dias a imprensa informou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reúne-se hoje com Temer e o colega da Colômbia, Juan Manuel Santos.
O tema principal do encontro seria a crise da Venezuela, país contra o qual o mandatário norte-americano vem fazendo discursos cada vez mais ameaçadores. Chegou a dizer por exemplo, recentemente, que as armas são uma “opção sobre a mesa”.
Nesse contexto, qual o significado do encontro entre o presidente do país mais poderoso do mundo com o colega brasileiro, que chegou ao poder por um golpe parlamentar e cujos índices de aprovação popular são baixíssimos? Apesar da boa vontade, Temer não pode fazer muito para ajudar Trump na sua cruzada antichavista, na opinião da professora Analúcia Danilevicz Pereira, da área de Relações Internacionais da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
“Um governo tão frágil quanto o de Temer, que papel exatamente poderia ter, tão significativo, a ponto de realmente representar uma ameaça a um país vizinho? Esse governo está mais envolvido em questões ligadas à sua própria sobrevivência do que propriamente tem condições para articular algo coletivamente, como uma ação contra a Venezuela”, diz. “Uma coisa é pensar num governo que realmente tem força, que represente a direita brasileira, alinhado aos Estados Unidos, com condições de respaldar qualquer ação norte-americana na Venezuela. Outra coisa é um governo precário e frágil como esse que nós temos no Brasil”, acrescenta. 

Para ela, um governo “absolutamente vulnerável, em crise, com dificuldade de garantir níveis mínimos de legitimidade”, não tem condições de jogar politicamente como um ator importante nas relações internacionais. “Seria mais preocupante se tivéssemos um presidente que tivesse legitimidade, apoio interno, para produzir esse tipo de ação externa, e esse governo não tem.”
A ameaça de Trump de usar armas contra a Venezuela preocupa ou é mais uma bravata?
Já há algum tempocé possível observar que há um discurso mais belicista e militarista por parte de Trump, mas esse discurso não tem se convertido em ações efetivas. É preciso considerar uma série de questões anteriores. Em termos de uso da força, os governos de Barack Obama foram bastante ostensivos. Os Estados Unidos atuaram no período com presença militar em uma série de regiões e eventos, e deu continuidade a guerras abertas pelos antecessores, usando o que se chama hard powerostensivamente.
Analúcia_Danilevicz_Pereira.jpg

Trump se elegeu em boa medida por uma combinação de fatores:  a promessa de gastar menos com as guerras nas quais os Estados Unidos estavam envolvidos – como Iraque e Afeganistão; o discurso no qual a defesa do cidadão americano, os interesses norte-americanos, o resgate da capacidade econômica, a superação das crises internas estavam acima de qualquer outra questão. Para isso, ele tem um discurso hostil ao que poderia representar ameaça a essa nova estabilidade americana: questões de imigração, como no discurso contra o México. Um pouco na mesma medida vai esse discurso contra a Venezuela. Se pensarmos no impacto regional que a crise venezuelana produz, o Brasil sente muito mais do que qualquer outro país – mais do que os Estados Unidos.


quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Japão descobre caverna na Lua




Pesquisadores da agência japonesa de exploração espacial (Jaxa) descobriram uma imensa cavidade subterrânea de 50 quilômetros de extensão na Lua, que alguns especialistas dizem que pode um dia servir para instalar uma base espacial.
Os dados da sonda de observação lunar japonesa Selene confirmaram a existência desta gruta, de 100 metros de largura e 50 quilômetros de extensão, que pode ter sido um túnel de lava vulcânica há 3,5 bilhões de anos.
“Acreditávamos que houvesse lugares como este (…) mas ainda não havíamos confirmado”, declarou Junichi Haruyama, pesquisador da Jaxa, à AFP, nesta quinta-feira.
Localizado sob a área das colinas Marius, eEste enorme túnel poderia proteger os astronautas de variações de temperatura significativas e da radiação perigosa à qual estão expostos na superfície lunar, explicou Haruyama.
“Ainda não vimos o interior da caverna e esperamos que sua exploração nos dê mais detalhes”, acrescentou.
Em junho passado, o Japão anunciou um projeto para enviar um astronauta para a Lua em 2030.
A primeira etapa do projeto consiste em participar de uma missão da Nasa (a agência espacial americana) para construir uma estação espacial em órbita em torno da Lua em 2025.
Já os Estados Unidos querem voltar para a Lua no âmbito de um programa de longo prazo, com o objetivo de enviar astronautas a Marte em 2030. A empreitada contaria com a participação de outras agências espaciais.




Filhote de ovelha 'metade humano, metade demônio' assusta moradores de vilarejo

O nascimento de uma ovelha com deformidades deixou moradores da África do Sul desesperados; eles acreditam que o filhote foi enviado pelo demônio

O filhote de ovelha nasceu em um vilarejo da África do Sul, e os seus moradores acreditam ser criatura enviada pelo demônio


O filhote de ovelha nasceu em um vilarejo da África do Sul, e os seus moradores acreditam ser criatura enviada pelo demônio


O vilarejo de Lady Frere, na África do Sul, está completamente em pânico depois do nascimento de uma ovelha. Boa parte dos quatro mil moradores tem certeza de que as deformidades do filhote só podem ter uma explicação: a ação do próprio demônio.

Com aparência que remonta às características anatômicas humanas, a ovelha – que nasceu sem vida – , teve suas fotos espalhadas por diversas cidades. Chamado de "metade humano, metade demônio ",  o animal ficou famoso na região e o caso chegou ao governo da província de Cabo Oriental.
O Departamento de Desenvolvimento Rural da província resolveu enviar especialistas para tratar do problema. Responsáveis por fazer testes no animal, para tentar acalmar os ânimos da supersticiosa população, afirmaram, segundo o portal  The Mirror , que a ovelha realmente "lembrava um humano", mas as deformidades eram, na verdade, resultado de uma doença. 
O veterinário Lubabalo Mrwebi esclareceu que, durante os primeiros estágios da gestação, o feto contraiu a Febre do Vale do Rift. O vírus, responsável pela enfermidade, causa deformações anatômicas e impede o feto de se desenvolver conforme o previsto. Por isso, o animal já nasceu morto.
"É importante ressaltar que uma ovelha tem 28 pares de cromossomos enquanto humanos têm 23. Isso acaba com o mito de que a união de um óvulo do animal com esperma humano poderia resultar em uma forma viável de vida", Mrwebi explicou, de acordo com o portal britânico.
Mesmo com a explicação biológica para o nascimento, os moradores de Lady Frere não estão satisfeitos. Ainda de acordo com o site, um dos residentes explicou que "quando os mais velhos viram o animal , afirmaram que ele foi enviado pelo diabo depois que um homem e uma ovelha copularam. Foi aí que o pânico começou". 
"Muitas pessoas ainda estão com medo, e elas só vão ficar tranquilas se o corpo for queimado", completou.

Mutações animais 

O nascimento de um bezerro com traços humanos também causou certo frenesi nas últimas semanas. Dessa vez, o animal, que veio ao mundo com deformações, possui olhos, orelhas e nariz que lembram a expressão facial humana, e seguidores do hinduísmo acreditam que se trata da encarnação do deus Vishnu .


O bezerro, que nasceu na Índia, possui traços faciais que lembram as expressões humanas, e por conta disso, há quem acredite que ele é a reencarnação do deus hindu Vishnu

O bezerro, que nasceu na Índia, possui traços faciais que lembram as expressões humanas, e por conta disso, há quem acredite que ele é a reencarnação do deus hindu Vishnu



O caso aconteceu em um abrigo de vacas em Muzaffarnagar, no estado de Uttar Pradesh, na Índia, porém, com a divulgação da história do  bezerro , pessoas de várias outras cidades resolveram visitar o corpo do animal, que faleceu horas depois de seu nascimento.
Entretanto, por mais que os indianos se mostrem convictos da natureza do animal, existe uma explicação biológica para o caso. Segundo o veterinário Ajay Deshmukh, se trata de uma anomalia anatômica.
Pelo menos, neste caso, ninguém pensou que o demônio estava envolvido com o bezerro.


Mulher de 150 quilos mata prima de nove anos ao se sentar sobre ela em "castigo"

Chamada pelos pais da criança para "discipliná-la", a mulher ainda usou um cano de ferro e uma régua para bater em Dericka Lindsay, que não resistiu
Por se sentar em cima da criança para
Reprodução/Departamento de Polícia de Escambia
Por se sentar em cima da criança para "castigá-la", a mulher, que pesa cerca de 150 quilos, acabou matando a prima




A americana Veronica Posey, de 64 anos, está sendo acusada de assassinato e crueldade infantil por matar sua prima Dericka Lindsay, de apenas nove anos. A mulher, que é obesa, se sentou sobre a criança para “discipliná-la”, já que a menina estava “fora de controle”. O caso aconteceu na cidade de Pensacola, no estado da Flórida.
De acordo com o canal NTD , os pais da menina, James Smith e Grace Smith, foram os responsáveis por chamar Posey, prima da criança, para “castigá-la”, no último sábado (14). Assim que a mulher chegou ao local, usou um cano de ferro e uma régua para bater em Dericka, que tentou se esconder embaixo de uma poltrona.Entretanto, segundo depoimento de James, a mulher – que pesa cerca de 150 quilos – se sentou sobre a menina por aproximadamente 10 minutos. A situação só chamou a atenção dos adultos porque Dericka começou a se queixar de falta de ar. Porém, Posey só se levantou quando todos perceberam que a criança estava desacordada.Foi quando a polícia foi chamada e os responsáveis tentaram realizar uma massagem cardíaca. Mesmo com o posterior atendimento médico, ela não resistiu. Tanto Posey quanto seus pais foram presos e liberados após o pagamento das fianças estabelecidas, por mais que ainda enfrentem as acusações de negligência e crueldade infantil .O julgamento dos três está marcado para o dia três de novembro, daqui a duas semanas.Caso de homofobia contra crianças
Em outro caso chocante envolvendo tortura infantil, o americano Isauro Aguirre, de 32 anos, foi acusado de conspirar com sua namorada para torturar e matar o filho dela, de apenas oito anos de idade. De acordo com o procurador responsável pelo caso, os crimes aconteceram porque Aguirre acreditava que o menino fosse gay . O assassinato aconteceu em meados de 2013, entretanto, o julgamento do caso começou apenas na última segunda-feira (16), na corte de Los Angeles, na Califórnia. O americano é acusado de atacar Gabriel Fernandez com spray de pimenta, obrigá-lo a ingerir as próprias fezes e depois vomitá-las, queimar a pele do garoto com bitucas de cigarro, agredi-lo com um taco e matá-lo com a "permissão" da mãe do menino. Tudo baseado na crença de que o garoto era gay .
Pearl Fernandez, mãe do garoto, também enfrenta acusações no caso de homicídio, mas será julgada em outra sessão. Além disso, quatro assistentes sociais são investigados por causa da morte de Gabriel. Assim como no caso da mulher que matou a prima de nove anos, os envolvidos são denunciados por tortura infantil.