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terça-feira, 31 de outubro de 2017

PRESIDENTE MICHEL TEMER COMEÇAR A TIRAR CARGOS DE 'TRAIDORES'

O presidente Michel Temer deu início às punições dos deputados que votaram contra ele na segunda denúncia. O governo exonerou, ontem, o diretor de Gestão Interna da Embratur, Tufi Michreff Neto, apadrinhado do deputado Mauro Mariani (PMDB-SC). No Palácio do Planalto, oito deputados foram considerados "traidores" na votação da semana passada. Essa lista é formada por parlamentares que apoiaram Temer na primeira denúncia, mas viraram a casaca e votaram pelo prosseguimento da segunda denúncia.


As exonerações, num primeiro momento, devem se concentrar nos apadrinhados desses deputados, e alcançar seis cargos no segundo e terceiro escalões do governo. Nos próximos dias, Temer também deve exonerar os afilhados políticos do deputado Jaime Martins (PSD-MG) no Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

Além de Jaime e Mariani, integram a lista de "traidores" do Planalto os deputados Abel Mesquita (DEM-RR), Cícero Almeira (PODE-AL), Delegado Éder Mauro (PSD-PA), Heuler Cruvinel (PSD-GO), João Paulo Kleinübing (PSD-SC) e João Campos (PRB-GO).

O Diário Oficial da União de ontem trouxe ainda a exoneração de José de Arimateia Araújo do cargo de diretor da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Em outro ato, o Temer nomeou Alexandre Henrique Graziani Junior para o cargo. O Diário Oficial trouxe também decreto de exoneração de Carlos Roberto Fortner do cargo de diretor de Gestão e Tecnologia da Informação do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Alta médica

Após deixar, ontem, o Hospital Sírio-Libanês, onde se internou no fim de semana para uma cirurgia de desobstrução da uretra, Temer conversou, por telefone, com a reportagem do jornal "O Globo". O presidente negou a existência de uma crise na relação com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e disse ter "zero" preocupação com uma eventual delação de um de seus amigos íntimos, o ex-ministro da Secretaria de Governo da Presidência Geddel Vieira Lima, preso no Presídio da Papuda, em Brasília.

"Zero (preocupação). Se você puder, coloque em letras garrafais", disse o presidente.

Sobre os dias de internação hospitalar, o presidente comentou: "Está tudo bem. Passei dois dias lá (no hospital), fiz uma raspagem, no canal. Mas foi tudo muito bem, sem problema nenhum. Segundo me disse o doutor Miguel Srougi (médico urologista, responsável pelo atendimento ao presidente), (o procedimento) dura até os 100 anos, o que já está bom".

Com os aliados indispostos a aprovar temas que desagradem o eleitorado, o presidente admitiu dúvidas para 
Vamos ver. Primeiro, eu vou voltar para Brasília, vou conversar com os líderes, verificar como estão essas coisas, recompor tudo isso, né, de maneira que a gente possa prosseguir com as reformas", afirmou Temer.

E reconheceu dificuldades para recompor sua base aliada, depois das duas votações em plenário para barrar o avanço das denúncias oferecidas pelo ex-procurador-geral Rodrigo Janot.

"Você acha que eu não tive trabalho neste período todo? Você acha que eu andei passeando? Eu tive trabalho o tempo inteiro e não me assusta".


DN

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

PESQUISA DO IBOPE MOSTRA LULA E BOLSONARO NA DISPUTA PELO SEGUNDO TURNO

Resultado de imagem para LULA E BOLSONARO


A pesquisa foi feita entre os dias 18 e 22, com 2.002 pessoas em todos os estados brasileiros, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.


A primeira pesquisa Ibope da disputa à Presidência da República em 2018 mostra o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva e o deputado federal Jair Bolsonaro na disputa pelo segundo turno.

Segundo o levantamento, divulgado neste domingo (29) pelo jornal O Globo, em qualquer cenário apresentado ao eleitora, Lula fica com o mínimo de 35% e o máximo e 365 nas intenções de voto.

Bolsonaro aparece com 15% quando enfrenta Lula. E cresce para 18% se o ex-presidente for substituído por Fernando Haddad (neste caso, está empatado com Marina Silva).

A pesquisa foi feita entre os dias 18 e 22, com 2.002 pessoas em todos os estados brasileiros, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Ciro Gomes, Geraldo Alckmin e João Doria surgem embolados num pelotão abaixo, com percentuais entre os 5% e 7%. Ciro sobe até os 11% quando Lula é substituído por Haddad (que tem a preferência de 2%).

Quando o Ibope não apresenta ao entrevistado uma cartela com os nomes, ou seja, a citação sobre o candidato é espontânea, Lula aparece com 26% das intenções de voto (no Nordeste tem 42%) e Bolsonaro com 9%.

O pelotão seguinte fica muito distante entre 2% (Marina) e 1% (Ciro, Alckmin, Dilma, Temer, Doria).

Pesquisa espontânea

Lula – 26%
Bolsonaro – 9%
Marina Silva – 2%
Ciro Gomes – 1%
Geraldo Alckmin – 1%
João Dória – 1%
Dilma Rousseff – 1%
Michel Temer – 1%
Outros com menos de 1% – 3%
Branco/Nulo – 26%
Não sabe/Não respondeu – 30%

Com Lula

Lula – 35%
Bolsonaro – 13%
Marina Silva – 8%
Geraldo Alckmin – 5%
Luciano Huck – 5%
João Dória – 4%
Ciro Gomes – 3%
Alvaro Dias – 2%
Ronaldo Caiado – 1%
Chico Alencar – 1%
Henrique Meirelles – 0%
João Amoedo – 0%
Branco/Nulo – 18%
Não Sabe/Não respondeu – 5%


CEARÁNEWS7

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Com lances altos, Petrobras leva 3 blocos do pré-sal e oferece até 80% da produção à União

No regime de partilha, que rege o pré-sal, vence a disputa quem oferecer a maior fatia de petróleo para a União; valores foram até 674% acima do lance mínimo e superam oferta de 2013 por Libra.


leilão de 8 áreas de exploração do pré-sal registrou ofertas elevadas, especialmente da Petrobras. A estatal levou as três áreas que declarou interesse e aceitou ceder até 80% da produção para a União. Esse percentual é muito acima dos valores mínimos propostos no edital e do valor oferecido no leilão de Libra, em 2013.
Dos 8 blocos ofertados, 6 tiveram proposta. No regime de partilha, que rege o pré-sal, vence a disputa quem oferecer a maior fatia de petróleo ou gás excedente da produção futura para a União. Esse excedente é o volume de petróleo ou gás que resta após a descontar os custos da exploração e investimentos.
Além da produção futura, as empresas terão de pagar um bônus ao governo na assinatura do contrato. A União receberá R$ 6,15 bilhões das concessões vendidas no leilão desta sexta-feira.
Se a licitação fosse feita em regime de concessão, o governo receberia mais dinheiro à vista, mas no futuro só receberia royalties. Nas concessões, o governo não tem direito a parte da produção futura.
Segundo a Agência Nacional de Petróleo (ANP), os investimentos previstos nas áreas vendidas nesta sexta-feira somam R$ 760 milhões.

Ofertas ousadas

Venceu a concessão a empresa que ofereceu o maior volume de óleo excedente à União. Os valores mínimos previstos no edital variam de 10,34% a 22,87%. As empresas ofereceram até 80% da produção.
As ofertas mais ousadas foram feitas pelos consórcios que tinham a Petrobras como líder e que ela tinha manifestado direito de preferência:
  • 80% de óleo excedente pelo bloco de Sapinhoá, que tinha lance mínimo de 10,34%;
  • 76,96% de óleo excedente pelo bloco de Peroba, que tinha lance mínimo de 13,89%;
  • 75,86% de óleo excedente para Alto de Cabo Frio Central; lance mínimo era de 21,38%
Após o leilão, o presidente da estatal, Pedro Parente, disse que lances altos foram para garantir áreas que a empresa queria. “Nós não podíamos nos dar ao luxo de perder essas oportunidades”, argumentou o executivo.
No leilão de Libra, em 2013, única área do pré-sal leiloada até então, o consórcio da Petrobras foi o único a fazer proposta, pelo lance mínimo de 41,65% de óleo excedente.
O diretor-geral da ANP, Decio Oddone, declarou que o alto percentual de excedente em óleo ofertado surpreendeu a agência. "Superou em muito as nossas expectativas", afirmou após a realização do evento.
No Twitter, o presidente Michel Temer comemorou o resultado. Já o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, disse o mercado aceitou o regime de partilha, mas que o governo poderia ter ganhado um bônus maior se o leilão fosse no regime de concessão.

Depois de 4 anos sem leilões do pré-sal, o Brasil mostra que atrai interesse de grandes empresas e entra em novo ciclo de crescimento.
Esforço do governo para tornar regras mais claras fez desta sexta-feira um dia histórico. O Brasil voltou!

Brasil e Portugal assinam acordo para ampliar e-commerce entre países

Parceria deve diminuir tempo médio para entrega de encomendas registradas de 40 dias úteis para 12 dias após liberação pela Alfândega.

Brasil e Portugal assinaram nesta sexta-feira, 27/10, um acordo para ampliar o comércio eletrônico entre os dois países, segundo informações da Agência Brasil. O principal objetivo da nova parceria é aumentar a eficiência e a competitividade dos produtos de correio expresso. 
Segundo os Correios do Brasil, uma das mudanças previstas com o novo acordo é a melhoria na qualidade de informação nos fluxos postais, permitindo um rastreamento mais completo que facilita a previsão de entrega das encomendas postadas principalmente para quem efetua compras e vendas pela Internet.
Na prática, o acordo prevê a migração da carga de e-commerce (compras e vendas feitas pela Internet) que, em sua maior parte chega ao Brasil pelos serviços Registrado e Simples (sem registro), para uma plataforma mais qualificada, atendendo às condições de recebimento do Novo Modelo de Importação, como o envio de informações eletrônicas, por exemplo.
Até então, as encomendas registradas postadas entre Brasil e Portugal levavam em média 40 dias úteis para ser entregues após a liberação pela Alfândega. Com o novo acordo, a previsão é que esse prazo caia para 12 dias úteis, em média.

Michel Temer deve se internar em São Paulo

Temer sanciona lei que dá prioridade a professores na restituição do IR: Decisão será divulgada no "Diário Oficial da União" desta sexta-feira (27)

Decisão será divulgada no "Diário Oficial da União" desta sexta-feira (27)
O presidente da República Michel Temer pode ser internado mais uma vez, com urgência, entre a noite desta sexta-feira (27) e o sábado de manhã (28). A internação deve ocorrer no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, para a realização de uma bateria de exames, segundo publicado pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo.

Após passar mal no Palácio do Planalto na manhã da última quarta-feira (25) - momentos antes de ocorrer a votação, na Câmara Federal, da sua segunda denúncia, formulada pela Procuradoria Geral da República -, o presidente peemedebista foi internado no Hospital do Exército, em Brasília. Michel Temer foi liberado no mesmo dia, por volta das 20h.
A assessoria da Presidência da República divulgou em nota que a internação foi motivada por um problema urológica. Na ocasião, o presidente teria sido submetido a uma sondagem vesical, que consiste na introdução de um cateter por meio da uretra até a bexiga, com o objetivo de drenar a urina.



quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Vencida a segunda denúncia, o que esperar da reta final do governo Temer?

Objetivo de presidente é aprovar reforma da previdência antes de início de 'fervura eleitoral'; apesar de popularidade baixa, peemedebista conta com amplo apoio no Congresso.



Presidente Michel Temer deixa hospital após obstrução urológica - no mesmo dia em que Câmara barrou prosseguimento de denúncia pela PGR

Presidente Michel Temer deixa hospital após obstrução urológica - no mesmo dia em que Câmara barrou prosseguimento de denúncia pela PGR



Passadoos mais de cinco meses desde que estourou sobre o Planalto a bomba da delação da JBS, o presidente Michel Temer conseguiu na quarta-feira enterrar a segunda denúncia que ameaçava tirá-lo do cargo, embora com um placar um pouco menos favorável do que na primeira. Foram 251 votos contra a denúncia, ou seja, pouco menos da maioria simples (257 deputados). A oposição no entanto, conseguiu apenas 233 votos favoráveis à possibilidade de um julgamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF), resultado longe dos 342 necessários.

Firme na cadeira de presidente, mas com uma base já não tão forte, Temer agora vai retomar seus esforços reformistas tendo pela frente outro importante obstáculo - a proximidade cada vez maior das eleições de 2018. Sua maior prioridade agora é aprovar a polêmica reforma da previdência, que o governo argumenta ser essencial para equilibrar o rombo nas contas públicas.
Ouvidos pela BBC Brasil, parlamentares, analistas políticos e empresários consideram a tarefa difícil na medida em que cai a disposição de deputados e senadores em se indispor com o eleitorado que vai às urnas no próximo ano.
A expectativa é que seja aprovada uma versão mais modesta da proposta que vinha sendo debatida até a constrangedora conversa entre Temer e o empresário Joesley Batista, gravada tarde na noite no dia 17 de maio, a portas fechadas no Palácio do Jaburu.
No cenário ideal do governo, a reforma será aprovada em novembro na Câmara dos Deputados e até março no Senado. Depois disso, a fervura eleitoral tende a inviabilizar qualquer pauta mais sensível, reconhecem políticos da base.
Após a votação de ontem, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, admitiu que o projeto aprovado no início de maio na comissão especial - que já havia sofrido alterações em relação à proposta inicial do governo - deve passar por mais mudanças no plenário da Casa.
"Claro que vamos precisar reduzir o tamanho da reforma. Vai ser difícil (aprovar), mas mais difícil vai ser entrar 2018 num incêndio fiscal", argumentou Maia.
"Mesmo que se vote esse ano (na Câmara), não será suficiente para o que o Brasil precisa", reconheceu também o líder do governo na Câmara, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).

'Proposta justa'

Um dos pontos alvos de disputa, por exemplo, é a adoção de uma idade mínima para aposentadoria, que o governo pretendia fixar em 65 anos para homens e mulheres. Na comissão, a exigência baixou para 62 no caso das mulheres.
No plenário, outro aliado de Temer, o deputado federal Paulo Pereira da Silva (SD-SP), mais conhecido como Paulinho da Força, quer que a idade mínima caia para 60 anos para homens e 58 anos para mulheres. Defende também regras de transição mais suaves.

"Se o governo fizer uma proposta justa (para a previdência), acho que é possível aprovar. Eu topo até ajudar. Agora, se for essa que está aí, não consegue aprovar, não. Entrando ano eleitoral, nenhum deputado é maluco de se enterrar junto com o governo", prevê Paulinho.
O governo, por sua vez, defende que fixar uma idade mínima mais alta é uma medida justa, com impacto sobre os trabalhadores de maior renda que hoje, na sua maioria, se aposentam cedo, por tempo de contribuição.
Um dos principais aliados do presidente, o deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS) diz que a idade mínima e o "fim dos privilégios de servidores públicos" (acabar com aposentadoria com valor integral e a paridade com servidores da ativa) são pontos de que o governo não abrirá mão. Apesar de Temer contar com apenas 3% de aprovação em pesquisas de opinião, o deputado sustenta que o governo conta com outro tipo de apoio para conseguir aprovar a reforma.
"O governo não tem popularidade, mas tem as forças produtivas, tem a base política (no Congresso), tem a maioria da imprensa, tem as elites, que ajudam", ressaltou.
Apesar da confiança do governo na força do empresariado, José Augusto Fernandes, diretor de políticas e estratégia da Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostra-se pouco confiante com a aprovação da reforma. À BBC Brasil, ele disse que o setor está mais otimista com mudanças que exijam apenas maioria simples dos parlamentares (alterações na previdência, por mexerem na Constituição, demandam três quintos dos votos no Congresso).
Oposição ficou longe de angariar 342 votos necessários para prosseguimento da denúncia

Oposição ficou longe de angariar 342 votos necessários para prosseguimento da denúncia

Para o próximo ano, ele vê boas perspectivas para a aprovação de novas regras que fortaleçam as agências reguladoras, assim como a alteração dos processos de licenciamento ambiental. Essa última pauta sofre forte resistência de ambientalistas. Segundo eles, a proposta articulada pela base governista e o setor privado vai flexibilizar o licenciamento, trazendo grandes riscos ao meio ambiente.
Já a reforma tributária, outra promessa de Temer, vai ficar para o próximo governo, acredita Fernandes. No máximo, deve ser aprovada a proposta de simplificação das informações que as empresas devem fornecer aos fiscos federal e estaduais para evitar duplicações.
"É positivo, mas não é revolucionário", diz Fernandes.


quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Presidência diz que Temer foi fazer exames por problema urológico e está bem

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O presidente Michel Temer foi para o Hospital do Exército, em Brasília nesta quarta-feira, para fazer exames depois de sofrer um problema urológico, informou nesta quarta-feira a assessoria de imprensa da Presidência da República, acrescentando que o presidente está bem. De acordo com o Palácio do Planalto, Temer sentiu dores e foi levado para fazer exames. O presidente deixou o Planalto por volta das 13h, andando.
O avião presidencial já foi preparado para levar Temer a São Paulo, caso seja necessário. O médico Roberto Kalil, do hospital Sírio-Libânes, está em contato com equipe de Brasília.
O ministro da secretaria do Governo, Antonio Imbassahy (PSDB-BA), disse que Temer sofreu um "mal-estar" e que está bem. "Ele está no hospital fazendo exames urológicos. Mas está bem e está voltando", relatou Imbassahy. 
Enquanto o presidente era hospitalizado, na Câmara dos Deputados, governistas buscavam quórum para votar a segunda denúncia criminal contra o presidente, apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O líder do governo na Câmara, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB ), deu explicações sobre o estado de saúde do presidente durante a sessão. Aguinaldo disse que Temer passou por um “procedimento de rotina”, e ressaltou que foi orientado a tocar a sessão.
"O presidente acaba de passar por um procedimento de rotina, temos a orientação de tocar a sessão porque ele se encontra absolutamente bem", disse Aguinaldo Ribeiro. O deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS) afirmou em plenário que o presidente deve voltar ainda nesta quarta-feira ao Palácio do Planalto .

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terça-feira, 24 de outubro de 2017

Parecer que recomenda rejeição da denúncia contra Temer é lido no plenário da Câmara

Regimento interno da Casa determina leitura para relatório ser incluído na pauta de votações. Análise será nesta quarta; denúncia seguirá para o STF se pelo menos 342 deputados rejeitarem parecer.

A deputada Mariana Carvalho (PSDB RO) lê relatório de segunda denúncia contra Temer na Câmara (Foto: RENATO COSTA /FRAMEPHOTO/FRAMEPHOTO/ESTADÃO CONTEÚDO)

A deputada Mariana Carvalho (PSDB RO) lê relatório de segunda denúncia contra Temer na Câmara (Foto: RENATO COSTA /FRAMEPHOTO/FRAMEPHOTO/ESTADÃO CONTEÚDO)

 A segunda-secretária da Câmara dos Deputados, Mariana Carvalho (PSDB-RO), leu nesta terça-feira (24) em plenário o parecer da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) que recomenda a rejeição da denúncia contra o presidente Michel Temer. A leitura do parecer levou uma hora e dez minutos.


O relatório, elaborado pelo deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-GO), foi aprovado na comissão na semana passada, por 39 votos a 26.
Após a leitura, Temer foi notificado pela Câmara. Esta é uma das etapas exigidas pelo regimento interno para o relatório ser incluído na pauta de votações da Câmara. O presidenet
Caberá ao plenário, nesta quarta (25), decidir se autoriza o Supremo Tribunal Federal (STF) a analisar a denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR) contra o presidente. Temer é acusado de ter cometido os crimes de organização criminosa e obstrução de Justiça.
Também são alvo da denúncia, por organização criminosa, os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria Geral).,

No relatório aprovado pela CCJ, Bonifácio de Andrada afirma que o Ministério Público Federal, "mancomunado com o Judiciário", causou um "desequilíbrio nas relações entre os poderes da República".
As defesas do presidente e dos ministros argumentam, porém, que a denúncia, baseada em depoimentos de delatores, não apresenta provas.

Como será a votação

A votação desta quarta será nominal. Os deputados serão chamados nominalmente ao microfone instalado no plenário.
Diante do microfone, os deputados terão de responder "sim" para aprovar o relatório; "não", para rejeitar; ou "abstenção".
A sessão só será aberta quando 51 deputados estiverem presentes à Casa e a votação, somente com 342 no plenário.

Próximos passos

Para a denúncia seguir para análise do Supremo, o parecer de Bonifácio Andrada tem que ser rejeitado com os votos de, pelo menos, 342 dos 513 deputados.
Se a Câmara autorizar o STF a analisar a acusação, a Corte terá, então, de decidi se aceita ou não. Se aceitar, Temer se tornará réu e será afastado do mandato por até 180 dias.
Se o plenário rejeitar a continuidade da denúncia, Temer só poderá ser processado após o fim do mandato, em 31 de dezembro de 2018.

Estratégias

Para garantir os votos necessários para barrar a denúncia, o Palácio do Planalto lançou mão de uma série de estratégias. Uma delas foi a exoneração de nove ministros que têm cargo de deputado para votarem na sessão de quarta.

De olho na bancada ruralista, também foram anunciadas medidas polêmicas, como a que dá desconto de até 60% em multas por crimes ambientais e outra que torna mais brandas as regras de fiscalização do trabalho escravo. Temer também centrou esforços na liberação de emendas parlamentares da base aliada.